O procurador-geral de Justiça, Olympio de Sá
Sotto Maior Neto, e o subprocurador-geral do MP-PR para Assuntos
Administrativos, José Deliberador Neto, visitaram nessa semana o
prefeito de Curitiba, Beto Richa. Durante o encontro, foi discutida
a participação da administração municipal em obras de manutenção da
subsede do Ministério Público do Paraná na Avenida Marechal Floriano
Peixoto. O edifício, que data de 1903 e é tombado como Patrimônio
Histórico, precisa de reformas urgentes e inadiáveis em sua
estrutura e fundação.
Na reunião, o procurador-geral de Justiça
lembrou que o convênio firmado entre a Instituição e a Prefeitura em
1997, durante a primeira gestão de Olympio à frente do MP-PR,
previa, além do restauro, a devida manutenção do prédio. À época, o
Município liberou 10.200 cotas de potencial construtivo para a
restauração, o equivalente a cerca de R$ 2 milhões. As obras
iniciaram em 1998 e terminaram em 2000.
O Departamento Administrativo do Ministério
Público do Paraná já tem estudos sobre as obras necessárias para a
preservação da subsede, que recebe diariamente centenas de pessoas
que procuram os serviços do MP-PR. “O trabalho de manutenção já
deveria ter sido feito e é visto como uma de nossas prioridades, por
isso a importância desse contato com a prefeitura”, afirma o
procurador-geral de Justiça.
Desde outubro de
1997, o edifício já era considerado Unidade de Interesse Especial de
Preservação, conforme o decreto n.º 997, publicado no Diário Oficial
do Município. A iniciativa de providenciar o tombamento
deu-se no mesmo ano. O título de Patrimônio Histórico, que implica
na proibição da demolição do prédio e execução de alterações que
possam comprometer a estrutura ou a arquitetura do edifício, foi
concedido em maio de 2002, pelo Conselho Estadual do Patrimônio
Histórico e Artístico do Paraná.
- Leia mais sobre a Lei Municipal 903/2000 e
o decreto no 625, que tratam da questão das cotas de
potencial construtivo, no site
http://www.leismunicipais.com.br/